A escrita é íntima.
Quem a recebe
precisa ter tato.
Cada palavra
é corpo desnudado.
Saber-se lido
é ser invadido,
tocado.
É expor-se à aspereza
na esperança
de que o leitor
tenha um toque suave.
[“Sentido – I”, Glaucio Aranha, 2010]

A escrita é íntima. Quem a recebe precisa ter tato. Cada palavra é corpo desnudado. Saber-se lido é ser invadido, tocado. É expor-se à aspereza na esperança de que o leitor tenha um toque suave. [“Sentido – I”, Glaucio Aranha, 2010]

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A escrita é íntima.
Quem a recebe
precisa ter tato.
Cada palavra
é corpo desnudado.
Saber-se lido
é ser invadido,
tocado.
É expor-se à aspereza
na esperança
de que o leitor
tenha um toque suave.
[“Sentido – I”, Glaucio Aranha, 2010]

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