Glaucio Aranha

Gabinete Virtual

A sensação de não estar no todo

Aranha, Glaucio. A sensação de não estar no todo. Rio de Janeiro: Ciências e Cognição, 2025.

A sensação de não estar no todo emerge como um exercício de escavação semiótica, em que cada verso funciona como uma sonda, penetrando as camadas do cotidiano, revelando suas raízes aéreas e suas fissuras. Em obras como Oblivium e Uma só vida, articulo uma proposta de uso da linguagem que oscila entre o hermético e o visceral, desafiando o leitor a confrontar os limites da existência e da memória. Escrevo, impregnado de referências, da sensação de estar só na multidão, de ser habitado por um quê incomunicável que quer se expressar. Sou uma pessoa da revolução tecnológica – dos CDs à IA -; um sujeito que viveu e vive transições – de décadas, de séculos, de milênios -, mas que busca entender, liricamente, esta condição pós-moderna que me atravessa, marcada pela fragmentação e pela efemeridade das experiências.

Nesta obra poética, exploro um espaço de resistência simbólica, onde a linguagem é mobilizada para desestabilizar narrativas hegemônicas e abrir brechas para a emergência de novos sentidos, novos eus. Entrego-me a uma poética que não se limita à expressão estética, que tenta se engajar na em formas de subjetivação em busca de sentido – quer na semiótica, quer diante de um espelho partido. Meus poemas são tensões do presente, um processo contínuo de (re)significação e de (re)construção dos signos que me rodeiam.

  1. Começo
  2. O que foi, foice.
  3. Monolitos
  4. Algo se rompeu
  5. Mosaico de Caos
  6. Canções Urbanas – Preâmbulo
  7. Canções Urbanas – 1
  8. Catavento
  9. Ficto Cactos
  10. Calejado
  11. Conto de fada
  12. Cara a cara
  13. Procede o que te falo
  14. Cortinas fechadas
  15. Zen
  16. Barco Wu Wei
  17. Brahman
  18. Advaita
  19. Aqui
  20. Tipografia
  21. Baile de luzes
  22. Solar
  23. “… e, de repente,”
  24. Canções Urbanas – 2
  25. Gato
  26. Vazio
  27. Jogo de Espelhos
  28. Canções Urbanas – 3
  29. X da questão
  30. Mar
  31. Estrangeiro
  32. O Forte
  33. Ó, Natureza! Ó, minha madrasta!
  34. Saber amar, eu não sei
  35. Eclipse
  36. Espelhos
  37. É uma questão de saber chegar
  38. O que o espelho mostra
  39. Canção de Natal
  40. A Aranha
  41. Ficar sem dizer
  42. Influxo
  43. Nostalgia de bar
  44. I(ndig)nação
  45. Hiperalgesia
  46. Libido
  47. Errante
  48. Normas
  49. Não percebe que minha vida
  50. PROSA
  51. O telefone
  52. Voo livre