Glaucio Aranha

Gabinete Virtual

NUT006 – Saúde: Sentido da Vida e da Morte

  • Professor: Glaucio Aranha – glaucioaranha@ufrj.br
  • Carga-horária: 30h (15 aulas de 2h)
  • Início: 1903/2026

Ementa

Visão bio-psico-social do ser humano e relações com a saúde e os cuidados do paciente. Visão de mundo, valores e crenças. Culturas, ciência, religião, ateísmo. Exercício profissional na área da saúde e condições sócio-históricas que condicionam as relações paciente–equipe de saúde. Sofrimento e enfrentamento dos limites da saúde. Diferentes respostas humanas às situações existenciais que incluem perspectivas de vida e de morte. Relação paciente/equipe de saúde e atitudes frente a expressões de religiosidade e espiritualidade. Tecnologias das biociências e da conversação, escuta e empatia a serviço da atenção integral nos cuidados de saúde.

Cronograma de aulas (datas e artigo-base)

AulaDataTema (eixos da ementa)Artigo-base e link
119/03/2026Apresentação da disciplina. Visão bio-psico-social do cuidado; sentidos, valores e crenças na prática em saúde.Sem artigo-base neste encontro.
226/03/2026Vida e morte na Atenção Primária: longitudinalidade, finitude e cuidado paliativo na comunidade.VIEIRA, R. R. et al. (2016). Vida e morte na atenção primária à saúde: reflexões sobre a vivência do médico de família e comunidade ante a finitude da vida. Rev Bras Med Fam Comunidade. Acessar (DOI)
302/04/2026Relação paciente–equipe de saúde diante do morrer: condições sócio-históricas e ‘currículo oculto’ na formação.FALCÃO, E. B. M.; MENDONÇA, S. B. (2009). Formação médica, ciência e atendimento ao paciente que morre: uma herança em questão. Rev Bras Educ Med. Acessar (DOI)
409/04/2026Educação para a morte: luto, comunicação e preparo profissional.KOVÁCS, M. J. (2005). Educação para a morte. Psicologia: Ciência e Profissão. Acessar (DOI)
516/04/2026Cuidados paliativos e integralidade na APS: sofrimento, autonomia e coordenação do cuidado.SILVA, M. L. S. R. (2014). O papel do profissional da Atenção Primária à Saúde em cuidados paliativos. Rev Bras Med Fam Comunidade. Acessar (DOI)
630/04/2026Cultura, ciência e cuidado: modelos explicativos do adoecer, comunicação e tradução de mundos.OLIVEIRA, F. A. (2002). Antropologia nos serviços de saúde: integralidade, cultura e comunicação. Interface – Comunicação, Saúde, Educação. Acessar (DOI)
707/05/2026Religião e saúde mental: fronteiras entre experiência religiosa, sofrimento psíquico e clínica.DALGALARRONDO, P. (2007). Estudos sobre religião e saúde mental realizados no Brasil: histórico e perspectivas atuais. Rev Psiq Clín. Acessar (DOI)
814/05/2026Religiosidade/espiritualidade na formação e no cuidado integral: marcos regulatórios e implicações clínicas.TROFA, G. C. et al. (2021). A espiritualidade/religiosidade como desafio ao cuidado integral: aspectos regulatórios na formação médica brasileira. Physis. Acessar (DOI)
921/05/2026Saberes de estudantes sobre espiritualidade/religiosidade: implicações éticas e pedagógicas na formação em saúde.COSTA, M. S. et al. (2019). Espiritualidade e religiosidade: saberes de estudantes de medicina. Revista Bioética. Acessar (DOI)
1028/05/2026Sofrimento e enfrentamento: coping religioso/espiritual, avaliação e usos clínicos.PANZINI, R. G.; BANDEIRA, D. R. (2007). Coping (enfrentamento) religioso/espiritual. Rev Psiq Clín. Acessar (DOI)
1104/06/2026Tecnologias de conversação no SUS: acolhimento, escuta e empatia como recursos terapêuticos.SOUZA, S. A. L.; SILVEIRA, L. M. C. (2019). (Re)Conhecendo a escuta como recurso terapêutico no cuidado à saúde da mulher. Revista Psicologia e Saúde. Acessar (DOI)
1211/06/2026Comunicação de más notícias: protocolo SPIKES, limites e responsabilidade profissional.LINO, C. A. et al. (2011). Uso do protocolo SPIKES no ensino de habilidades em transmissão de más notícias. Rev Bras Educ Med. Acessar (DOI)
1318/06/2026Laicidade, objeção de consciência e políticas de saúde: conflitos de valores no cuidado.DINIZ, D. (2013). Estado laico, objeção de consciência e políticas de saúde. Cadernos de Saúde Pública. Acessar (DOI)
1425/06/2026Autonomia e fim de vida: diretivas antecipadas de vontade, dilemas bioéticos e percurso latino-americano.MONTEIRO, R. S. F.; SILVA JUNIOR, A. G. (2019). Diretivas antecipadas de vontade: percurso histórico na América Latina. Revista Bioética. Acessar (DOI)
1502/07/2026Produção de sentido diante da finitude: perspectiva existencial (Frankl), trabalho em cuidados paliativos e vida cotidiana.ROCHA, R. C. N. P. et al. (2021). O sentido da vida percebido pelos enfermeiros no trabalho em cuidados paliativos oncológicos: estudo fenomenológico. Rev Esc Enferm USP. Acessar (DOI)

Referências (artigos-base do cronograma)

  1. VIEIRA, Renata Regina; ROBORTELLA, Amália Rocha; SOUZA, Amanda Brólio de; KERR, Gustavo Shikanai; OLIVEIRA, Janaine Aline Camargo de. Vida e morte na atenção primária à saúde: reflexões sobre a vivência do médico de família e comunidade ante a finitude da vida. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rio de Janeiro, v. 11, n. 38, p. 1-7, 2016. DOI: 10.5712/rbmfc11(38)1281. Disponível em: https://doi.org/10.5712/rbmfc11(38)1281. Acesso em: 7 mar. 2026.
  2. FALCÃO, Eliane Brígida Morais; MENDONÇA, Sandro Bichara. Formação médica, ciência e atendimento ao paciente que morre: uma herança em questão. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 33, n. 3, p. 364-373, 2009. DOI: 10.1590/S0100-55022009000300007. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-55022009000300007. Acesso em: 7 mar. 2026.
  3. KOVÁCS, Maria Julia. Educação para a morte. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 25, n. 3, p. 484-497, 2005. DOI: 10.1590/S1414-98932005000300012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1414-98932005000300012. Acesso em: 7 mar. 2026.
  4. SILVA, Mariana L. dos S. R. O papel do profissional da Atenção Primária à Saúde em cuidados paliativos. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rio de Janeiro, v. 9, n. 30, p. 45-53, 2014. DOI: 10.5712/rbmfc9(30)718. Disponível em: https://doi.org/10.5712/rbmfc9(30)718. Acesso em: 7 mar. 2026.
  5. OLIVEIRA, Francisco Arsego de. Antropologia nos serviços de saúde: integralidade, cultura e comunicação. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, v. 6, n. 10, p. 63-74, 2002. DOI: 10.1590/S1414-32832002000100006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1414-32832002000100006. Acesso em: 7 mar. 2026.
  6. DALGALARRONDO, Paulo. Estudos sobre religião e saúde mental realizados no Brasil: histórico e perspectivas atuais. Revista de Psiquiatria Clínica, São Paulo, v. 34, supl. 1, p. 25-33, 2007. DOI: 10.1590/S0101-60832007000700005. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-60832007000700005. Acesso em: 7 mar. 2026.
  7. TROFA, Gabrielle Cordeiro; GERMANI, Ana Claudia; OLIVEIRA, Janaine Aline Camargo de; ELUF NETO, José. A espiritualidade/religiosidade como desafio ao cuidado integral: aspectos regulatórios na formação médica brasileira. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 31, n. 4, e310409, 2021. DOI: 10.1590/S0103-73312021310409. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-73312021310409. Acesso em: 7 mar. 2026.
  8. COSTA, Milena Silva; DANTAS, Raphael Tavares; ALVES, Cecília Gomes dos Santos; FERREIRA, Eugênia Rodrigues; SILVA, Arthur Fernandes da. Espiritualidade e religiosidade: saberes de estudantes de medicina. Revista Bioética, Brasília, v. 27, n. 2, p. 350-358, 2019. DOI: 10.1590/1983-80422019272319. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422019272319. Acesso em: 7 mar. 2026.
  9. PANZINI, Raquel Gehrke; BANDEIRA, Denise Ruschel. Coping (enfrentamento) religioso/espiritual. Revista de Psiquiatria Clínica, São Paulo, v. 34, supl. 1, p. 126-135, 2007. DOI: 10.1590/S0101-60832007000700016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-60832007000700016. Acesso em: 7 mar. 2026.
  10. SOUZA, Suzy Anne Lopes de; SILVEIRA, Lia Márcia Cruz da. (Re)Conhecendo a escuta como recurso terapêutico no cuidado à saúde da mulher. Revista Psicologia e Saúde, Campo Grande, v. 11, n. 1, p. 19-42, jan./abr. 2019. DOI: 10.20435/pssa.v0i0.571. Disponível em: https://doi.org/10.20435/pssa.v0i0.571. Acesso em: 7 mar. 2026.
  11. LINO, Carolina Arcanjo; AUGUSTO, Karine Lustosa; OLIVEIRA, Rafael Andrade Santiago de; FEITOSA, Leonardo Bezerra; CAPRARA, Andrea. Uso do protocolo SPIKES no ensino de habilidades em transmissão de más notícias. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 35, n. 1, p. 52-57, 2011. DOI: 10.1590/S0100-55022011000100008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-55022011000100008. Acesso em: 7 mar. 2026.
  12. DINIZ, Débora. Estado laico, objeção de consciência e políticas de saúde. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 29, n. 9, p. 1704-1706, set. 2013. DOI: 10.1590/0102-311XPE010913. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311XPE010913. Acesso em: 7 mar. 2026.
  13. MONTEIRO, Renata da Silva Fontes; SILVA JUNIOR, Aluísio Gomes da. Diretivas antecipadas de vontade: percurso histórico na América Latina. Revista Bioética, Brasília, v. 27, n. 1, p. 86-97, 2019. DOI: 10.1590/1983-80422019271290. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422019271290. Acesso em: 7 mar. 2026.
  14. ROCHA, Renata Carla Nencetti Pereira; PEREIRA, Eliane Ramos; SILVA, Rose Mary Costa Rosa Andrade; MEDEIROS, Angelica Yolanda Bueno Bejarano Vale de; LEÃO, Diva Cristina Morett Romano; MARINS, Aline Miranda da Fonseca. O sentido da vida percebido pelos enfermeiros no trabalho em cuidados paliativos oncológicos: estudo fenomenológico. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 55, e03753, p. 1-8, 2021. DOI: 10.1590/S1980-220X2020014903753. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2020014903753. Acesso em: 7 mar. 2026.

Referências – legislação

  1. BRASIL. Lei nº 662, de 6 de abril de 1949. Declara feriados nacionais os dias 1º de janeiro, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro, 2 de novembro, 15 de novembro e 25 de dezembro. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: Planalto (Lei nº 662/1949). Acesso em: 7 mar. 2026.
  2. RIO DE JANEIRO (Estado). Lei nº 5.198, de 5 de março de 2008. Institui feriado estadual, dia 23 de abril, “Dia de São Jorge”. Rio de Janeiro: ALERJ. Disponível em: ALERJ (Lei nº 5.198/2008 – Dia de São Jorge). Acesso em: 7 mar. 2026.
  3. BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Confira o calendário oficial de feriados nacionais e pontos facultativos em 2026. Brasília, 30 dez. 2025. Disponível em: Gov.br (calendário 2026 – MGI). Acesso em: 7 mar. 2026.

Bibliografia básica (indicada na disciplina)

  • DALGALARRONDO, P. Religião, psicopatia e saúde mental. Porto Alegre: Artmed, 2008.
  • ELIAS, N. A solidão dos moribundos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
  • FALCÃO, E. B. M.; VIANNA, F. Médicos e Pacientes entre o sofrimento e a morte. Documentário (YouTube), 2013.
  • FALCÃO, E.; MENDONÇA, S. Formação médica, ciência e atendimento ao paciente que morre: uma herança em questão. Revista Brasileira de Educação Médica, 2009.
  • FRANKL, V. Em busca de sentido. Petrópolis: Vozes, 2009.
  • GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
  • HELMAN, C. Cultura, saúde e doença. Porto Alegre: Artmed, 2009.
  • JAMES, W. As variedades da experiência religiosa. São Paulo: Cultrix, 1995.
  • KOENIG, H. Medicina, religião e saúde. Porto Alegre: L&PM, 2012.
  • KOVÁCS, M. J. Educação para a morte. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.
  • LOAN, R.; BAGIELLAE, P. Religion, spirituality and medicine. Lancet, 1999.
  • PARGAMENT, K. The psychology of religion and coping. New York: Guilford Press, 2001.
  • SANCHIS, P. Fiéis e cidadãos. Rio de Janeiro: Eduerj, 2001.
  • TILLICH, P. A coragem de ser. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.
  • WORLD HEALTH ORGANIZATION. Amendments to the Constitution. 07/04/1999.
  • VALLA, V. V. (org.). Religião e cultura popular. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
  • ZAIDHAFT, S. Morte e formação médica. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1991.