Eu não sou a sua voz.
Talvez, sussurro.
Pois eu não te sinto,
nem aos seus sentidos
nem tampouco como tais são construídos.
Eu não sou a sua voz,
porquê (?)
não
sei.
Talvez
porque
seja
só
saber
você.
Talvez
porque
Eu
não saiba
te saber.
De repente,
entre
a gente
tudo
se tornou
serpente.
O que era dois virou ausente.
De você, só sou a voz,
quando me calo.
(“Calejado“, 11/10/2018. In: Aranha, Glaucio. A sensação de não estar no todo. Rio de Janeiro: Ciências e Cognição, 2025.)
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