Um peso no olhar:
o mar está longe.
O amor na distância da memória,
enquanto
nosso romance acontece
nas letras dos corpos,
nos códigos químicos,
nos planos, na palma das mãos.
Um peso no olhar:
o sono.
As costas de areia
queimadas de sol
do trabalho
braçal
nos lençóis.
Nem sempre consigo,
mas
acontece comigo
um conter
que é mapa, que é carta, que é pista
da pele
marcada no olhar.
[“Libido”, 2016. In: Aranha, Glaucio. A sensação de não estar no todo. Rio de Janeiro: Ciências e Cognição, 2025]

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