Só, tenho a vida.

Única e performática.

Uma só vida.

De resto,

água.

A esta vida

agarro-me,

por vezes,

com dentes

afiados,

mãos crispadas.

Por outras,

com desapego

fatalista,

sentado

qual trouxa

de roupa,

alma suja.

Trouxa.

[“Uma só vida”, 2016. In: Aranha, Glaucio. Raízes aéreas. Rio de Janeiro: Ciências e Cognição, 2025.]


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