Permita que eu me explique…
– Poesia não é isto!
Eu sei, mas eu insisto.
Sou ‘free lancer’ poeta.
Este Isto que escrevo,
desce pelos dedos
como brincadeira,
oco e vago
como o tempo
que me contamina.
Lúdico e pasmo
como vitrine.
Minha poesia
tem toques de bordão,
vinheta e jargão,
slogan e ‘jingle’.
Poesia ‘fast food’
que flui
como escadas de shopping.
Mas minha poesia
é única e sutil,
pois guarda
certo ardil
de lágrimas
e gozo
nos seus intervalos.
[“Poesia enlatada”, Glaucio Aranha, 2016]

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