Ó, Natureza! Ó, minha madrasta!

Tantos dizem tanto por ti.

Vou contra o fluxo. Voo contra

os regulamentos, sempre o “se”.

Ó, Natureza! Ó, minha madrasta!

Minha confissão é nada casta.

Eu: subversões e rupturas.

O que todos temem me atrai.

Ó, Natureza! Ó, minha madrasta!

Teu vale de proscritos me arrasta.

Paladinos censuram e atacam,

em teu nome, o amar.

Ó, Natureza! Ó, minha madrasta!

As estradas já estão fartas

destas pessoas-insolações

que com aridez sem-razões nos lançam.

[“Ó, Natureza! Ó, minha madrasta!”, Gláucio Aranha]

esquecimento


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