Hoje é dia de tristeza;
de tristeza danada de triste;
de tristeza de sonho que morre
e que ninguém socorre,
porque não tem como socorrer.
É tristeza de morte anunciada, sabida, prevista, cotada…
É tristeza de ponto final,
de perda do último ônibus.
Hoje é dia de uma tristeza azul,
de uma tristeza de ‘flaneur’,
de uma tristeza que sorri.
Hoje é dia de uma tristeza
que dá vontade de dormir,
e só,
dormir.
[“Cortinas fechadas”, Glaucio Aranha –
In: Aranha, Glaucio. A sensação de não estar no todo. Rio de Janeiro: Ciências e Cognição, 2025]
Descubra mais sobre Glaucio Aranha
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
