Triste.
Desanimadamente triste,
o meu silêncio que insiste
diante das incertezas.
A liberdade sobre a mesa e o medo.
Triste.
Demasiadamente triste,
o meu sarcasmo que resiste.
Espasmo de vulcão
tomado por beleza.
Triste.
Desnorteadamente triste,
o meu juízo que assiste:
joias falsas em surto de grandeza.
Triste.
Meus advérbios mentem,
são um chiste.
Chega a ser triste não haver tristeza.
[“Monolitos”,
Aranha, Glaucio. A sensação de não estar no todo. Rio de Janeiro: Ciências e Cognição, 2025.]

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